quinta-feira, 7 de junho de 2012

Mensagem aos jovens da catequese



Caríssimos Amigos e Amigas de Jesus

Escrevo-vos, em nome da Paróquia, para vos dizer que gostamos muito de vós e temos muita esperança em todos vós, para continuarmos a transformação de Grândola, à imagem do que Jesus quereria certamente fazer.

É certo que, desde que começámos a Catequese, os Escuteiros e a Tuna, muita coisa mudou para melhor, e eu quero dizer-vos que tem sido maravilhoso ver-vos a crescer e sentir como a partir de vós a fé cristã também se vai transmitindo a outros, mesmo na vossa casa.

Quero, por isso, pedir-vos de novo que continueis a ser mensageiros da Boa Nova de Jesus na vossa Família, na vossa Escola, junto dos vossos amigos. Há tanto a fazer e tanto a descobrir na vida cristã. Não tenhais receio de viver e testemunhar a alegria de sermos discípulos de Cristo, “outros cristos” à vossa volta. É difícil descrever a alegria de sabermos como Deus nos ama e tudo aquilo que Ele nos quer dar a conhecer.

Continuai, pois, a crescer, com perseverança, na fé e no desejo de vos empenhardes mais em construir uma Paróquia renovada, capaz de, com criatividade, alegria e verdade, ser uma “Casa” aberta e acolhedora para todos, mesmo para os que andam mais afastados.

Necessitamos, por isso, da vossa presença mais assídua na vida da Paróquia, nomeadamente no Domingo, para com a vossa colaboração e sugestões podermos melhorar as nossas Celebrações e a nossa vida paroquial em geral. É ainda imprescindível a vossa participação empenhada nos vários Grupos e Movimentos que fazem parte da vida da nossa Paróquia e que acima referi e, quem sabe, podemos até descobrir e/ou inventar novos caminhos e itinerários de viver, celebrar e transmitir a fé.

Contamos com a vossa presença, sugestão e compromisso e até breve.

Uma saudação amiga em Cristo Bom Pastor.

Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário

Mensagem aos pais


Caríssimos Pais e/ou Encarregados de Educação

Escrevo-vos em nome da Paróquia por causa das crianças/adolescentes/ jovens de que sois responsáveis, para partilhar convosco algumas preocupações e deixar-vos alguns desafios.
 
Como sabeis, a primeira missão, também na linha da fé, é vossa, uma vez que a Paróquia apenas colabora convosco nesta tarefa, e quero desde já agradecer a confiança crescente que tendes depositado em nós.
 
Dois mil anos de vida é tempo mais do que suficiente para a Igreja perceber a importância da Família no projecto de transmitir e viver a fé, por isso, desde cedo, à Família também se lhe passou a chamar “Igreja Doméstica”, e também desde as origens da nossa fé surgiu a preocupação dos elementos cristãos em transmitirem a fé aos membros não cristãos da casa, cumprindo desse modo a sua missão evangelizadora.
 
Hoje, neste mundo em que vivemos, com tanta solicitação e ilusão, a fé e os valores com ela conexos são de uma importância crescente, porque abrem outros horizontes de vida e podem contribuir decididamente para um estilo de vida mais saudável, mais fraterno, mais feliz, e seguramente mais frutuoso.
 
Quero, pois, em nome da Paróquia, pedir que vos envolvais mais na nossa Paróquia, estando mais presentes nos momentos que marcam a sua vida, nomeadamente no Domingo, acompanhando os mais jovens, fazendo com eles o itinerário da fé, disponibilizando-vos para trabalhar nalgum sector da sua estrutura, dando sugestões para o melhor funcionamento de todos os sectores da vida da Paróquia, etc.
 
Contamos ainda convosco para encontrarmos caminhos novos e de esperança, que possam dar um rosto renovado a Grândola, às suas novas gerações e a todas as famílias, mesmo àquelas que possam andar mais afastadas da Igreja. Todos são bem vindos e todos fazem falta a esta grande Família, que quer continuar a crescer e a contar convosco.
 
Uma saudação amiga em Cristo Bom Pastor.
 
Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário

sábado, 24 de setembro de 2011

Inscrições na catequese


As inscrições para a Catequese podem efectuar-se imprimindo a ficha abaixo e entregando-a a qualquer catequista, depois de devidamente preenchida.


No dia 8 de Outubro, sábado, pelas 17h, terão inicio as actividades da Catequese no Salão Paroquial, com um encontro para pais e crianças, seguida de Eucaristia.

sábado, 27 de agosto de 2011

A fé não vai de férias

Mais importante do que descobrir um país em 15 dias é redescobrir a nossa própria família em 15 dias. As férias são um momento precioso para um tempo familiar rico e inesquecível. Os pais, os guias da família, não só orientam os filhos na vida, como lhes devem ensinar a ver a Beleza no mundo.

As férias são óptimas por causa do descanso, das viagens, das idas à praia, mas sobretudo porque, para a maioria, há a possibilidade de pais e filhos estarem mais tempo juntos. Ou seja, é o tempo ideal de as famílias serem famílias.

Todavia, neste tempo, não há catequese, e a Eucaristia sofre um decréscimo significativo de cristãos mais novos. Cabe, então, principalmente aos pais, não deixar que se façam umas autênticas férias de fé. Como?

Estudos recentes têm comprovado que as crianças e os adolescentes aprendem sobretudo dos seus pais, na forma como eles vivem, agem, pensam e reagem. Sendo as férias um tempo familiar, são também um tempo para uma dedicação especial dos pais em relação aos seus filhos – a todos os níveis, inclusive o espiritual.

Fonte de crescimento

Rezar - Fonte de crescimento Na verdade, a educação e influência dos pais nunca se mantêm apenas ao nível da afectividade e da transmissão de conhecimentos intelectuais e morais, mas abrange também a transmissão da fé, ajudando ou não, ao florescer da vida espiritual da criança e do adolescente. Em declarações à FAMÍLIA CRISTÃ, Maria João Ataíde, educadora de infância e professora de Pedagogia na Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich, esclarece: «Nós sabemos hoje, através das ciências humanas e de orientações teológicas, que a dimensão espiritual, ou seja, a nossa componente espiritual, está presente desde que somos concebidos. Essa dimensão espiritual, tal como a dimensão cognitiva, intelectual, ou a dimensão fisiológica, carece e necessita de alimento e estímulo, para se desenvolver plenamente.» E acrescenta: «A dimensão espiritual é absolutamente indispensável para uma vida mais feliz, plena e realizada, consigo própria e com os outros. Porque esta dimensão é o que nos faz ir acima do mero quotidiano de sobreviver diariamente, ou de realizar diariamente as tarefas de comer, dormir, trabalhar para ganhar dinheiro.»

A espiritualidade pode ser estimulada e experienciada dando relevo à profundidade das relações, ao silêncio da alma, ao espanto e à contemplação da criação de Deus. Um passeio no parque, uma ida à praia, um pic-nic, todas estas ocasiões são momentos em que uma experiência espiritual pode trazer uma luz renovada e rica à nossa percepção da vida, do mundo, dos outros e de Deus.

Maria João Ataíde salienta que «as férias não devem ser tempo de vazio». «Ir a um jardim público com uma criança, por exemplo, pode ser feito de uma forma trivial em que a criança vai e brinca sem qualquer finalidade ou outra coisa acontece quando o adulto se empenha com a criança. Ser capaz de não ler todo o jornal ou livro que lê habitualmente nesse momento e observar aquilo em que a criança se interessa, aquilo que ela pergunta. Então, há uma interlocução, um dar seguimento e um dar atenção aos comentários, olhares, expressões da criança que enriquecem aquilo que ela vai captando do mundo.»

A família é um espaço de crescimento, um núcleo de afecto e de transmissão de vida, e é por isso uma força poderosa para a vida quotidiana de cada um: seja para os pais, seja para os filhos.

É a partir da família que se constrói a comunidade, e é pela construção da comunidade que o mundo, a sociedade, se enriquece constantemente. Relembrando as palavras de um grande pedagogo da fé, o agora Beato João Paulo II, na Exortação Apostólica Familiaris Consortio: «A família, fundada e vivificada pelo amor, é uma comunidade de pessoas: de esposos, homem e mulher, de pais e filhos, e dos parentes. A sua primeira tarefa é a de viver fielmente a realidade da comunhão num constante empenho por fazer crescer uma autêntica comunidade de pessoas.»

Por: Paulo Paiva | Família Cristã | www.familiacrista.com

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Igreja Católica chamada a ser «criativa» na transmissão da sua mensagem

Guarda, 15 Abr 2011 (Ecclesia) – O presidente da Equipa Europeia de Catequese, frei Enzo Biemmi, afirmou hoje na Guarda que a Igreja Católica deve ser “criativa” na transmissão da sua mensagem, promovendo uma “mudança de paradigma” nesta área específica.

Falando esta manhã no 50.º Encontro Nacional da Catequese, que decorre até sábado, frei Enzo Biemmi disse que os catequistas devem abandonar uma acção de “enquadramento”, apresentando uma proposta “missionária, iniciática, secular”.

Numa intervenção intitulada «A catequese e os catequistas face aos desafios da secularização», este responsável defendeu “uma passagem da linguagem, da organização e da proposta intraeclesial a uma linguagem laica, a uma desorganização da nossa pastoral autorreferencial com vista a uma reorganização sobre os tempos e os ritmos da vida humana”.

“A situação de secularização que atravessa toda a Europa coloca grandes desafios à comunidade eclesial na tarefa de evangelização que lhe foi confiada pelo Senhor Jesus”, alertou, falando num “verdadeiro êxodo para a comunidade cristã”.

Neste contexto, Biemmi considerou fundamental “uma proposta da fé que toque as necessidades da vida das pessoas”.

“No horizonte de um cristianismo da graça, numa lógica de liberdade, de gratituidade, de maternidade, após a longa estação de catequese de enquadramento, abre-se na Europa a época de um anúncio no registo da surpresa”, indicou.

Para o presidente da Equipa Europeia de Catequese, “este anúncio não selecciona: todo o homem, toda a mulher é digna de Deus, é objecto da sua atenção graciosa”.

Este responsável elevou “quatro situações” na relação dos europeus com a fé cristã, que passam, diferenciadamente, pela “rutura”, a “continuidade sociológica parcial”, a “continuidade individual e ritual” e a “indiferença serena”.

Enzo Biemmi sublinhou que estas situações colocam desafios à catequese, “que pressupõe a escolha fundamental e explica os conteúdos e as atitudes” da fé.

“Numa cultura de secularização, de globalização, de comunicação planetária, nem a família, nem a escola, nem a aldeia levam a cabo a iniciação sociológica à fé cristã”, precisou.

O especialista advogou, por isso, que se passe de “uma catequese reservada às crianças para uma que torne o adulto no sujeito e destinatário principal da catequese, mesmo no caso da catequese das crianças”.

À Igreja, declarou Biemmi, compete “reaprender a anunciar o Evangelho sobre as situações de vida das pessoas, sobre as passagens das suas vidas, sobre o que as faz viver, sofrer, ter  esperança”.

“Há que anunciar um evangelho do amor, um evangelho da paternidade e da maternidade, um evangelho da paixão e da compaixão, um evangelho da fragilidade afectiva e física, um evangelho da ressurreição no coração de qualquer experiência de morte”, acrescentou.

Os trabalhos deste congresso podem ser acompanhados através da página da Comissão Episcopal da Educação Cristã na Internet (http://www.educris.com/) ou através da rede social Facebook, no Fórum EMRC. e no Twitter (http://twitter.com/forumemrc).

Entretanto, já se encontram disponíveis, para visualização, as conferências do primeiro dia de trabalhos, em formacao.educris.com (é necessário registo).

OC